PAUS no Optimus Alive'12

Os PAUS são a primeira banda portuguesa confirmada na edição 2012 do festival Optimus Alive. A banda vai apresentar o disco homónimo editado em Outubro de 2011, obra que foi alvo de excelentes críticas por parted a imprensa e do público. Os PAUS tocam no dia 15 de Julho no palco principal de um festival que já conta com as confirmações de Radiohead, The Stone Roses, The Cure, entre outros.

Moonspell lançam "Alpha Noir"

O novo disco dos Moonspell, "Alpha Noir", tem data de edição agendada para 27 de Abril e vai estar disponível em mais de 50 países através da editora independente austríaca Napalm Records. O disco, produzido por Tue Madsen, tem nove temas e promete ser verdadeiramente incendiário no que toca às músicas e às letras, cada vez mais reivindicativas. "Alpha Noir" vai estar disponível numa edição especial que será acompanhada por um outro disco de oito temas chamado "Omega White". Os Moonspell vão apresentar o novo disco ao vivo num concerto marcado para o Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 12 de Maio. Os bilhetes já estão disponíveis e custam 20 euros (23 euros no próprio dia).

You Can't Win, Charlie Brown no SXSW

Os You Can't Win, Charlie Brown foram convidados para tocar na edição 2012 do festival americano South By Southwest, que tem lugar em Austin, Texas em Março. Contudo, todas as despesas ficam a cargo da banda e por isso o sexteto lançou um pedido de ajuda no seu site oficial, www.ycwcb.com. Os YCWCB aproveitam ainda para dar um concerto no dia 29 de Fevereiro no cinema São Jorge, em Lisboa, que servirá para angariar fundos para a viagem ao Texas. O concerto tem a participação especial da bateria siamesa dos PAUS. Simultaneamente a esta ocasião, os YCWCB lançaram o videoclip do segundo single do disco de estreia, "I've Been Lost", já disponível no site da banda.

"Os Lacraus Encaram o Lobo" - Os Lacraus

O final de 2011 marca o regresso d'Os Lacraus ao activo com "Os Lacraus Encaram o Lobo". Na prática, esta será a primeira grande edição da banda já que os anteriores registos se dispersam entre dois discos caseiros fabricados de forma mais ou menos artesanal. Produto da escola Flor Caveira, "Os Lacraus Encaram o Lobo" é, segundo os próprios, um disco pronto e sincero. E o rock é isso mesmo. Directo e despretensioso como os Clash ou Bruce Springsteen, ícones assumidos na feitura deste disco.
Produzido por Armando Teixeira, "Os Lacraus Encaram o Lobo" junta-se ao grande lote de discos rock que 2011 viu nascer. Nele encontra-se toda a influência da Flor Caveira, perita na arte das canções em português de conteúdo irónico e aguçado.
"Os Lacraus Encaram o Lobo" é um disco homogéneo e equilibrado de onde se destacam temas como "As Cabanas do Tédio", "Condenado a Cumprir o Céu" e "Um Peito em Forma de Bala".

Hugo Amaral / o lado p

Os Velhos lançam novo vídeo

Depois de terem participado na edição 2011 do Mexefest, em Lisboa, os Velhos lançaram mais um vídeo de promoção ao disco homónimo lançado em Maio. O videoclip de "À Minha Alma", realizado e produzido pelos próprios, sucede aos vídeos de "Senhora do Monte", "Tempo de Passeios" e "Conservação dos Pregos".

"PAUS" - PAUS

Enganem-se aqueles que julgavam que já não havia nada de novo para tocar. A bateria siamesa dos PAUS veio para ficar e está agora a agitar as hostes lisboetas. No ano passado, a edição do ep "É Uma Água" e um punhado de concertos incendiários deixaram o público de água na boca. Agora, com a edição do primeiro disco homónimo, os PAUS matam a sede e são subitamente elevados ao estatuto de visionários.
Por isso, a atenção mediática tem sido muita, pese embora o facto de os PAUS contarem nas suas fileiras com elementos que militam nos Linda Martini, If Lucy Fell e nos extintos Vicious Five. Mediatismo à parte, o mérito está todo lá, num disco capaz de quebrar fronteiras com uma sonoridade nova e desafiante.
Aqui a bateria siamesa toma as rédeas e parte para o campo de batalha sem receio de esgotar os limites da criatividade. Ao primeiro contacto, "PAUS" arrisca-se a ser um disco viciante e por isso é fácil ouvi-lo vezes seguidas. Num baralho de cartas, este "PAUS" será certamente um ás.

Hugo Amaral / o lado p

Osso Vaidoso lançam "Animal"

Depois de cruzarem o seu percurso musical nos Três Tristes Tigres, Ana Deus e Alexandre Soares lançam-se às feras com "Animal", o primeiro disco do projecto Osso Vaidoso. O disco de 11 temas foi editado em parceria com a Optimus Discos e está disponível para download gratuito em www.optimusdiscos.com, podendo igualmente ser adquirida a versão física por 4.90 euros. "Animal" vai ser apresentado ao vivo em Lisboa, no Music Box, no dia 15 de Dezembro. O concerto insere-se na quarta edição do "Noites na Rua". A entrada custa 6 euros.

Disco de estreia de We Trust à venda

Já está à venda o disco de estreia de We Trust, projecto fundado por André Tentugal. Chama-se "These New Countries" e encerra em si 12 temas produzidos ao longo de um ano. Este disco promete "revelar uma sensibilidade peculiar, quer pela aparente simplicidade da sua escrita, quer pela obssessiva mas determinante preocupação pelos detalhes". O disco segue a edição do single "Time (Better Not Stop)", tema com grande rodagem nas rádios nacionais.

"Disco Voador" vai ter edição especial

"Disco Voador", o disco dos Clã dedicado aos mais novos, vai ter uma edição especial em Dezembro. O disco vai estar à venda acompanhado por um caderno e dois pins. Segundo a banda, "o caderno Arco Íris é um caderno pessoal e secreto, onde os supernovos podem registar as coisas que mais gostam, as que detestam e outras assim-assim e divertirem-se a colorir e combinar as muitas personagens ilustradas que vivem nestas páginas". As ilustrações são da autoria de Rui Duarte e Victor Almeida.

A Naifa preparam edição do novo disco

O sucessor de "Esta depressão que me anima", livro/dvd editado em 2010 em homenagem a João Aguardela, vai estar nas lojas em fevereiro de 2012. O quarto disco d'A Naifa é composto a partir de textos de Adília Lopes, Ana Paula Inácio, Margarida Vale de Gato, Maria do Rosário Pedreira e Renata Correia Botelho. Para este disco, A Naifa está a convidar artistas plásticos, fotógrafos, ilustradores e todos os potenciais interessados a desenvolverem ideias para acompanhar o artwork do disco. Os trabalhos deverão ter como ponto de partida os 11 poemas escritos pelos autores envolvidos no disco. Mais informação disponível na página oficial do facebook d'A Naifa.

Discurso Directo: Iconoclasts

“Mt. Erikson”, o primeiro disco dos Iconoclasts, marca a estreia da banda depois de vencerem o festival Termómetro e serem chamados à compilação de novos talentos da FNAC. Em ano de crise, os Iconoclasts não destroem ícones nem assumem radicalismos mas partem à luta pela música portuguesa.

Entende-se por iconoclasta alguém que destrói ícones religiosos ou, por extensão, acaba com dogmas e convenções estabelecidas. Em que medida é que esta definição pode caber no conceito da banda?

Não é uma coisa que seja cem por cento a identidade da banda. De certeza que vamos lá buscar alguma coisa e que tentamos não fazer aquilo que já toda a gente fez antes mas não levamos essa ideia ao extremo.

“Mt. Erikson” saiu num contexto de crise bastante séria em Portugal. Só isso já é um desafio e a prova de que já não é tão difícil lançar um disco...

Nós queríamos fazer e editar este disco independentemente do contexto de crise ou de falta de apoios. Tínhamos de o fazer e tentámos arranjar maneira de o fazer. Tivemos a ajuda do festival Termómetro que foi muito útil e permitiu-nos ter uma edição um pouco mais alargada do que a que teríamos se fosse feita por nós. Mas mesmo se não tivéssemos tido esse apoio, editaríamos o disco à mesma!

Numa entrevista recente dizem que “Mt. Erikson”, comparado com o ep anteriormente editado, é um registo mais escuro. Como assim?

A nível de temática é um disco mais desenvolvido, mais sério e maduro. Em termos de sonoridade também. É um disco que a nível instrumental reflecte alguma maturação que nós tivemos. Entre o ep e o álbum passaram dois anos e as pessoas ouvem coisas diferentes e procuram estilos diferentes. Não somos as mesmas pessoas e o disco reflecte isso. Se passados dois anos tens exactamente as mesmas coisas para dizer e as fazes da mesma maneira, isso não é desejável.

“Mt Erikson” fala do processo de crescimento na adolescência e todos os erros nela cometidos. É uma visão pessimista?

Não necessariamente! O processo de crescimento é duro, magoa mas depois compensa. Aprende-se com isso e fica-se melhor com isso! Crescer é uma coisa boa, mesmo que se façam erros.

Por falar em crescimento, os Iconoclasts começaram por ser só dois elementos. Nessa altura já tinham algo delineado para o futuro da banda? A chegada de mais quatro elementos foi pensada?

Começámos por ser duas pessoas mas o intuito nunca foi esse. A chegada das outras pessoas foi um processo duro, um pouco como o crescimento! Quisemos que a banda fosse constituída por músicos que tivessem algo a ver connosco. Se calhar nunca foi o intuito sermos tantos mas o caminho levou-nos aqui e está toda a gente satisfeita. À medida que fomos incorporando as pessoas pensámos que tínhamos o número mínimo para fazer aquilo que queríamos fazer.

Vencer o festival Termómetro e entrar na compilação de novos talentos da FNAC é um sinal de que estão a ir no caminho certo?

Ajudou, sem dúvida! Em Portugal são dois indicadores fortes de que uma banda está a conseguir chegar a algum lado. Não nos queremos limitar só a isso. Foi um bom começo porque são boas ferramentas de divulgação mas não achamos que somos subitamente conhecidos só porque nos aconteceu isso. Sem dúvida que são boas maneiras para chegar às pessoas que querem ouvir a nossa música.

Comparar os Iconoclasts com bandas tão importantes como Pixies, Sonic Youth ou My Bloody Valentine dá-vos uma responsabilidade maior?

Não é uma comparação, de todo. São bandas que gostamos de ouvir e que achamos que de certo modo contribuíram para a nossa música. São referências e elas são importantes para ajudar a contextualizar a música quando alguém não conhece a banda. Por isso uma pessoa que gosta de Pixies vai querer explorar a música que foi influenciada por eles. Hoje em dia é difícil ser o inicio da linha em quer que seja. O importante é tentar fazer alguma coisa que nos soe bem sem ser derivativo. Claro que cada um de nós vai ouvindo coisas diferentes e isso faz com que tenhas noção do que é que soa bem.

E é difícil chegar a um consenso...

Sim, somos seis pessoas e até para tomar decisões logísticas não é fácil. Num mundo perfeito nós preferimos não ter de usar influências. Se pudéssemos, preferíamos não dizer às pessoas que somos uma banda rock, indie, alternativa, ou seja o que for. Esse tipo de tags são redutores.

Que bandas portuguesas têm ouvido ultimamente?

PAUS! O disco está impressionante e será um dos melhores discos do ano. Linda Martini que é uma das bandas mais importantes pelo que fizeram pelo rock português, Throes + The Shine, que é uma colaboração entre uma banda de rock/hardore e outra de kuduro! Temos seguido a carreira dos Aquaparque e do Pedro Magina. O disco dos Lacraus também está muito bom! Moullinex e We Trust têm coisas interessantes.

www.myspace.com/iconoclasts

Hugo Amaral / o lado p

Optimus Discos lança três novos discos e novo site

A Optimus Discos disponibilizou mais três trabalhos de novas bandas portuguesas. Os discos de Nigga Poison, Osso Vaidoso e The Doups estão agora disponíveis para download gratuito através da plataforma que tem vindo a dinamizar a nova música portuguesa ao longo dos últimos meses. Os novos discos já se encontram disponíveis em www.optimusdiscos.com, num site entretanto renovado em parceria com o site da revista Blitz. Desde que está online, a Optimus Discos já obteve cerca de um milhão de downloads.

B Fachada anuncia novo disco

B Fachada anunciou a edição de um novo disco na sua página oficial no Facebook. Chama-se "B Fachada" e vai estar à venda nas lojas no dia 2 de Dezembro. Na mesma página estão disponíveis dois links para ouvir os dois primeiros singles do disco, "Não pratico habilidades" e "Mané-Mané". "B Fachada" sucede a "Deus, Pátria e Família" editado em Junho via internet. Em Dezembro, B Fachada vai apresentar o disco ao vivo em Lisboa num concerto marcado para o grande auditório do CCB no dia 21 .

Discos de Ornatos Violeta re-editados em Dezembro

"Cão!" e "O Monstro Precisa de Amigos" (na foto) vão ser re-editados este ano e vão estar à venda nas lojas no princípio de Dezembro. Os dois únicos álbuns da carreira dos Ornatos Violeta vão ser incluídos numa edição especial da qual faz parte um terceiro disco com temas inéditos gravados até 2001, data da separação da banda do Porto. Em Fevereiro de 2012 os dois discos oficiais vão ser editados em vinil pela Rastilho numa edição numerada e limitada a 300 exemplares cada.

"Lisboa Mulata" - Dead Combo

Depois de "Lusitânia Playboys", os Dead Combo embarcam num rumo que se distancia um pouco dos sons áridos do deserto. Desta vez, tornam Lisboa mestiça e puxam até si as raízes da influência africana. À primeira audição, "Lisboa Mulata" é mais lenha para a imensa fogueira criativa dos Dead Combo. Aqueles dois tipos ainda têm ideias para os manter bem posicionados no disputado pódio dos projectos mais singulares dos últimos anos.
"Lisboa Mulata" leva os Dead Combo de volta ao passado, dizem eles. Após uma série de experiências colectivas mais consistentes com a Royal Orquestra das Caveiras, Pedro Gonçalves e Tó Trips refugiam-se numa dialéctica criativa um pouco mais solitária. Marc Ribot andou por lá e ajudou à festa e Camané, em jeito spoken word, nas palavras de Sérgio Godinho, deu voz a um tema de "Lisboa Mulata".
Temas com títulos tão sugestivos como "Cachupa Man", "Blues da Tanga" ou "Marchinha do Santo António Descambado" dão ao quarto disco dos Dead Combo aquele toque de humor refinado, propriedade das duas personagens misteriosas que se refugiam nas ruelas de Lisboa. Tirando isso, este será mais um grande disco dos Dead Combo.

Hugo Amaral / o lado p